O caminhão de combate a incêndios elétrico, de controle remoto e… português

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Desenvolvido pela empresa portuguesa Jacinto, o Eco Camões é o primeiro veículo de Combate a incêndios totalmente elétrico e não tripulado no mundo.

O caminhão de combate a incêndios elétrico, de controle remoto e… português

Apresentado em maio na edição 2019 do Segurex (o Salão Internacional de Protecção, Segurança e Defesa), o Eco Camões é o mais recente produto da Jacinto, uma empresa portuguesa que se dedica à construção de VFCI (Veículos Florestais de Combate a Incêndio), consistindo num modelo pioneiro em todo o mundo.

Desenvolvido pela Jacinto com a ajuda do Instituto Politécnico de Leira (na área de software) e do Laboratório de Tecnologia Automóvel, o Eco Camões assume-se como o primeiro veículo de combate a incêndios no mundo que é totalmente elétrico e não tripulado.

Com um peso de 29 toneladas, seis rodas motrizes e cinco motores elétricos com 145 kW (197 cv) cada, onde quatro motores servem para locomover o veículo e o quinto para fazer funcionar a bomba, o Eco Camões possui baterias com 275 kW de capacidade que lhe oferecem 300 km de autonomia e permitem à bomba de água trabalhar durante quatro horas.VÊ TAMBÉM: O que faz um Classe G no museu da Porsche?

Pronto para qualquer situação

Com capacidade para 10 000 l de água, 1200 l de espuma e 250 kg de pó químico, o Eco Camões é, de acordo com a Jacinto, o veículo ideal para atuar em atmosferas rarefeitas (como por exemplo em incêndios em túneis) uma vez que por poder ser controlado à distância evitando colocar em riscos os bombeiros.

Segundo a Jacinto, é possível controlar o Eco Camões a uma distância de até 1 km, sendo que, recorrendo a um painel de controlo, o operador não só consegue visualizar todo o ambiente à volta do camião como controla todo o sistema de extinção (bomba, sistema de espuma, etc.) como pode controlar a aceleração, travas e bloqueio, e a direção do Eco Camões.

Em declarações prestadas à Security Magazine, Jacinto Oliveira, diretor geral da empresa, explicou que o Eco Camões não é um carro autónomo “na medida em que não apaga o fogo sozinho, necessita de alguém para o controlar” acrescentando, “se estivermos num cenário de risco elevado, os bombeiros podem sair do carro e comandá-lo (…) com um painel remoto”.